sábado, 16 de novembro de 2013

Nuvens

abro os olhos
pensamentos nublados
como o céu que se esboça
através da janela

abro os olhos
sonhos invadidos

olho ao redor
olho pra fora
cidade de cimento
fantasmas e ferros

fecho os olhos
como sonho
a cidade se esvai

criado mudo

naquela casa
um criado-mudo
naquele criado
uma fotografia
naquela fotografia
uma história

história muda
que se conta em mais que palavras
espaço em branco
esboço de rascunhos
vividos e rasurados à caneta

naquela casa
história muda em palavras
surda em sons
de olhares oblíquos

seu cheiro
tatuagem

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

E eis que de toda aquela autopiedade
surge a raiva
o cansaço
e pingos de chuva...

e a música diz pra você continuar respirando apesar do medo...

Androide sem par *

Parte I

Foram tantos pontos
.Ponto.


Parte II

.





sexta-feira, 28 de junho de 2013

O coração
Um corredor vazio
Sem curvas
Mas labirinto
Povoado por vivos
E fantasmas
Rodeado por frestas
Por onde admiro 
Lindos pores de sol

Eu queria ter uma bomba.

sábado, 22 de junho de 2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tempo

É uma solidão de planos
Cheia de vazios
Corações perplexos
E perpétuos
Vozes a indicar caminhos
Destino ao qual não se quer chegar
É um tempo lento
Que se quer mais lento
E cheio de vazios
Preenchido por nós mesmos